Avaliação médica para prática de exercícios físicos

Avaliação médica para prática de exercícios físicos

Dr. Mauricio Milani
CRM-DF: 14.327
Cardiologista e Médico do Esporte
Médico da Clínica Fitcordis Medicina do Exercício

A prática regular de exercícios físicos apresenta diversos benefícios para a saúde, prevenindo doenças cardiológicas, degenerativas e neoplásicas, além de benefícios osteomusculares. A dose mínima para obter estes benefícios é a prática regular de 150 minutos semanais de atividades leves a moderadas ou 75 minutos semanais de atividades vigorosas. O risco da prática de exercícios físicos, mesmo vigorosos, é extremamente baixo e é estimado em, aproximadamente, 01 evento fatal para cada 100 mil participantes por no, na população de atletas jovens. A maioria destes eventos é atribuída à presença de cardiopatias, as quais, em geral, são assintomáticas e desconhecidas pelo atleta. Em atletas jovens, menores de 35 anos, as doenças cardiológicas que podem levar a complicações durante a prática de exercícios físicos são cardiopatias congênitas, miocardiopatias ou arritmias, com grande influência
genética.


Após os 35 anos, os eventos estão geralmente relacionados à aterosclerose, que é a formação de placas de gorduras nas artérias, o que pode levar a quadros de infarto do miocárdio. O depósito de gorduras nas artérias está associado à presença de fatores de risco como tabagismo, diabete melito, colesterol alto, pressão alta, obesidade, sedentarismo e fatores genéticos. Os homens estão mais propensos ao desenvolvimento desta doença, assim como o risco é mais elevado quanto maior a idade do atleta. O atleta, mesmo de alto desempenho e assintomático, não está imune ao desenvolvimento da aterosclerose, especialmente se houver a presença de
fatores de risco ou apresentar idades mais avançadas. A avaliação médica para prática de exercícios tem como objetivo procurar a presença de cardiopatias ocultas e, com isso, evitar complicações durante a prática do esporte ou lazer. O primeiro passo da avaliação é uma consulta médica com o Cardiologista ou Médico do Esporte, na qual a história clínica e o exame físico norteiam os exames ou condutas a serem adotadas.
O eletrocardiograma de 12 derivações é considerado como exame
obrigatório dentro do contexto desta avaliação. Outros exames podem ser
indicados de acordo com a análise individual.
Exames laboratoriais de sangue para a busca de fatores de risco como
diabete e colesterol, além de hemograma, funções renais e hepáticas, entre
outros, podem ser realizados como triagem inicial.
O Ecocardiograma (ultrassom do coração) é muito útil na busca de
cardiopatias congênitas ou miocardiopatias, as quais são as principais causas
de complicações em jovens e são facilmente identificáveis por este método.
O teste de esforço busca analisar a normalidade da resposta do coração
ao esforço físico. Alterações podem ser encontradas em cardiopatias,
especialmente quando há obstruções nas artérias do coração (coronárias), o
que é a principal causa de complicações no esporte em atletas maiores de 35
anos. O teste de esforço pode ser o teste ergométrico simples ou o teste
cardiopulmonar.
O teste cardiopulmonar tem a vantagem de realizar uma melhor avaliação
das funções cardiovascular, pulmonar e metabólica ao esforço físico, o que
permite uma melhor acurácia diagnóstica, além de possibilitar uma abordagem
mais individualizada da prescrição do treinamento, por meio da determinação
do VO2 e dos limiares.
Portanto, pratique exercícios com segurança, realize uma avaliação

Postado em: Segunda-feira, 24 Março 2014 | Atleta: Milani |


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